Exigir cheque caução poderá ser crime
A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (2), o Projeto de Lei que torna crime a exigência de cheque-caução, nota promissória ou mesmo o preenchimento de formulários administrativos como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial. A proposta seguiu para votação no Senado.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comemorou a aprovação da medida, que ainda eleva a pena se a negativa de atendimento resultar em lesão corporal de natureza grave. "Aquilo que era uma resolução passa a ser crime previsto pelo Código Penal. Essa é uma forma de punir e até triplicar a punição em caso de morte", explicou.
O projeto também aumenta a pena para instituições e profissionais que condicionarem o atendimento médico emergencial a qualquer tipo de garantia financeira. A pena definida pelo projeto é de detenção de 3 meses a 1 ano e multa. "A expectativa do ministério é coibir o crime, que é exigir a cobrança de qualquer pagamento antes que se salve a vida de quem precisa de atendimento".
Também passa a ser obrigatória a divulgação de cartaz alertando para a nova regra. "Essa medida reforça o conhecimento da população sobre seus direitos na hora de um atendimento emergencial", disse o ministro, que afirmou ainda que o próximo passo é avançar para a regulação do atendimento dos serviços de urgência e emergência dos hospitais privados. "Ainda esperamos a aprovação no Senado, mas a assistência ao paciente nas emergências sempre será prioridade absoluta", completou.



